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29 de janeiro de 2018 às 15:21

UE aprova estratégia do 'brexit' com transição dura para o Reino Unido

A União Europeia aprovou nesta segunda-feira (29) sua estratégia de negociação com o Reino Unido para um período de transição após o "brexit", nome dado à saída britânica do bloco econômico.

A União Europeia aprovou nesta segunda-feira (29) sua estratégia de negociação com o Reino Unido para um período de transição após o "brexit", nome dado à saída britânica do bloco econômico.

A proposta é que, durante a transição, o Reino Unido continue sujeito às regras da União Europeia —mas perca seu poder de decisão, sendo incapaz, por exemplo, de bloquear novas leis.

O "brexit" está previsto para ocorrer no fim de março de 2019 e a transição se alongaria até 31 de dezembro de 2020, segundo a proposta europeia. A ideia não agrada o Reino Unido, que vem sofrendo sucessivas derrotas na mesa de negociação.

Os 27 países restantes da União Europeia têm negociado em uma frente unificada, representados por Michel Barnier. Do lado britânico, negocia o ministro David Davis, em um gabinete fracionado. Barnier e Davis podem se reunir já nesta semana para conversar sobre a transição.

Um porta-voz do governo britânico reagiu às diretrizes europeias dizendo apenas que as negociações para a transição "serão duras". A ideia de permanecer na União Europeia mas sem direito a voto desagrada governo e simpatizantes do "brexit", que consideram essa solução uma abdicação de soberania —justo o oposto daquilo que defendem.

O Reino Unido aprovou o "brexit" em um plebiscito em junho de 2016. Um dos argumentos dos separatistas é de que Londres errou ao transferir suas prerrogativas a Bruxelas, capital da burocracia europeia, incluindo suas decisões de política migratória.

Como outras derrotas da primeira-ministra britânica, Theresa May, aceitar um período de transição sem poder de voto poderá enfraquecê-la ainda mais. May já foi obrigada a garantir no fim do ano passado que não haverá uma fronteira física entre a Irlanda do Norte (território britânico) e a Irlanda (membro da UE).

Ofuscada no cenário global, May tem sido alvo de chacota por como tem lidado com as negociações. O jornalista britânico Robert Peston disse em uma rede social que a chanceler alemã, Angela Merkel, ridicularizou a britânica durante um encontro com a imprensa no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, na semana passada.

Merkel disse, segundo o relato de Peston, que a Europa constantemente pergunta a May o que ela quer das negociações, mas a britânica continua a repetir "faça uma oferta". "Mas você está saindo, não temos de fazer ofertas. O que você quer?". "Faça uma oferta."

Fonte: FOLHA

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