25 de janeiro de 2018 às 16:23

Sem vencedores, Google encerra premiação para corrida à Lua

O Prêmio X Lunar Google, após uma década, teve um fim silencioso na última terça (23). O final não foi acompanhado ?como se esperava? pelo envio à Terra de imagens diretamente da superfície lunar. A conclusão veio com um tweet e uma nota.

O Prêmio X Lunar Google, após uma década, teve um fim silencioso na última terça (23). O final não foi acompanhado –como se esperava– pelo envio à Terra de imagens diretamente da superfície lunar. A conclusão veio com um tweet e uma nota.

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Os organizadores do prêmio anunciaram que nenhuma das cinco equipes finalistas tinha chance de enviar seus projetos ao espaço até o fim de março.

A competição, financiada pelo Google e anunciada com grande estardalhaço em 2007, foi uma sequência da primeira disputa do Prêmio X –para a primeira espaçonave privada a chegar ao espaço. Essa premiação foi vencida pela SpaceShipOne, veículo feito por Burt Rutan e financiada pelo bilionário Paul G. Allen.

Mesmo desapontados pela falta de vencedores, os organizadores do prêmio afirmaram que a competição foi um sucesso.

"Como resultado da disputa, nós incentivamos conversas e mudamos expectativas relacionadas a quem pode pousar na Lua. Muitos agora acreditam que isso não é somente a competência de agências governamentais, mas que pode ser alcançado por pequenos times de empreendedores, engenheiros e inovadores ao redor do mundo", afirmou, em nota, Peter H. Diamandis, o criador da fundação e presidente-executivo, e Marcus Shingles, chefe-executivo.

A fundação também levantou a possibilidade de um novo patrocinador ou de continuar a competição sem prêmios em dinheiro.

A disputa começou com mais de 25 times. Os cinco finalistas foram Moon Express, baseada no Cabo Canaveral, na Flórida; SpaceIL, de Israel; TeamIndus, da Índia; Hakuto, do Japão; e Synergy Moon, que é uma colaboração internacional.

No fim do ano passado, as empresas SpaceIL e TeamIndus não conseguiram o financiamento necessário. Enquanto isso, a companhia responsável pela equipe Hakuto conseguiu o dinheiro –anunciou em dezembro que tinha obtido investimento de US$ 90 milhões– mas que estava contando com uma carona do pousador do TeamIndus para chegar à Lua. A equipe Moon Express também conseguiu o dinheiro necessário, mas ainda estava para inaugurar o local onde montaria seu aparelho lunar. Por fim, a Synergy Moon revelou pouco do progresso alcançado.

Quando a competição foi anunciada, o final de 2014 era o prazo para que os projetos fossem lançados ao espaço. A data limite foi, então, ampliada diversas vezes –primeiro para 2015, depois para 2016 e, por fim, para 2017.

Enquanto isso, a China realizou o que o Prêmio X não foi capaz; pousou a espaçonave Chang'e 3 na Lua em 2013. Chineses e indianos estão planejando missões robóticas no solo lunar para este ano.

Em agosto do ano passado, a fundação responsável pelo prêmio anunciou a última mudança. As equipes finalistas teriam até o final de março para completar a missão. Desta vez, o Google deixou claro que o prazo não seria aumentado.

Bob Richards, chefe-executivo da Moon Express, elogiou o prêmio –mesmo sem ganhadores. "A existência da premiação tem sido e continuará a ser uma parte importante da história do retorno permanente da humanidade à Lua", ele escreveu em um artigo de opinião no site especializado "Space News".

Ele também afirmou que ganhar o prêmio não era um aspecto essencial dos planos de sua empresa, que quer ser capaz de transportar de modo recorrente cargas até a Lua.

SpaceIL, TeamIndus e Hakuto disseram que continuarão os esforços para enviar suas espaçonaves para a Lua.

Os dois times que desistiram antes do fim –Astrobotic Technology of Pittsburgh and PTScientists, baseado em Berlim– também continuarão a desenvolver seus veículos lunares.

Fonte: FOLHA

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