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25 de janeiro de 2018 às 02:00

Restaurante do novo Fasano explora a tradição mediterrânea

É um peso enorme para um restaurante carregar o nome Fasano ?vem junto a expectativa da excelência da cozinha e do serviço. Talvez até por isso o grupo não replique seu restaurante principal, criando outras marcas e estilos ?neste caso, em Angra dos Reis,

É um peso enorme para um restaurante carregar o nome Fasano –vem junto a expectativa da excelência da cozinha e do serviço. Talvez até por isso o grupo não replique seu restaurante principal, criando outras marcas e estilos –neste caso, em Angra dos Reis, mais descontraído, em um resort à beira-mar onde o grupo conseguiu vencer o desafio de manter uma aura de sofisticação gastronômica.

E é o mar a inspiração do Crudo, o restaurante principal, mas também do restaurante da Praia e do Marea, no bar da piscina. No Crudo, onde também há massas e carnes, a aposta é explorar uma tradição pouco divulgada da cozinha do Mediterrâneo, a dos pescados crus.

Podem ser ostras ao natural, vieiras ao molho de saquê, atum em carpaccio ou em tartar, ou uma tagliata (fatias cruas) mista, de atum, cherne e vieira. A qualidade dos pescados, obtidos com diferentes fornecedores locais, encanta.

O condimento é um desafio. Na cozinha japonesa o frescor dos peixes é complementado por wasabi, shoyu, molhos como ponzu –todos marcantes. No Crudo os condimentos são tão precavidos que com frequência se sente falta de sal, ou de acidez, ou de picância... que poderiam ser mais intensos.

O que não faz falta no mundo cru das carnes, que se agigantam na sensacional versão do vitelo tonnato: fino tartar banhado por um creme de atum que, mesmo sem roubar a cena, é intenso. Vale o mesmo para o carpaccio alla Fasano no restaurante da Praia, com deliciosa cobertura de pinoli, alcaparra e patê de azeitonas pretas.

No Crudo há pratos de fogo –ravioli de raia com creme de burrata e bottarga, atum malpassado com pálido creme de wasabi e pipoca de arroz, impecável peixe do dia (provei o pargo) com crosta de sal e legumes.

Apresentada como uma especialidade, a moqueca mista tem leite de coco, mas não dendê, e um molho mais ralo do que eu esperaria.

No restaurante da Praia um destaque é a abóbora ao forno com camarão ao pesto; no Marea, embora com a massa cozida um pouco além do ponto, é bem saboroso o prato de agnolotti de pupunha com molho de lagostim –por sinal, esse restaurante tem uma atraente sobremesa, mistura de alta cozinha com sabores praianos: a massa folhada com banana, cachaça, canela e sorvete de baunilha.

No Fasano em Angra, além dos produtos frescos da região (e não somente pescados, também vegetais), e da inclinação pelo mar, há também amostras da cozinha da grife (aqui pilotada pelo chef Pedro Franco, que foi do Fasano de São Paulo e do Rio). Assim, na descontração da beira-mar, também se pode provar massas e risotos, milanesa de vitelo e porchetta com purê de batatas.

Fonte: FOLHA

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