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28 de janeiro de 2018 às 09:50

Oposição venezuelana diz que voltará a negociar para concorrer nas eleições

Opositores do ditador venezuelano Nicolás Maduro disseram que voltarão à mesa de negociações na próxima semana, quando a pressão internacional voltará a se elevar sobre o regime de Maduro e sua decisão de antecipar as eleições presidenciais.

Opositores do ditador venezuelano Nicolás Maduro disseram que voltarão à mesa de negociações na próxima semana, quando a pressão internacional voltará a se elevar sobre o regime de Maduro e sua decisão de antecipar as eleições presidenciais.

A principal aliança da oposição, a coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), anunciou neste sábado (27) que retomará as negociações, ainda que tenha criticado duramente o governo por minar as perspectivas de um avanço ao estabelecer unilateralmente eleições e proibi-la de concorrer.

A decisão acaba com a especulação de que a MUD poderia abandonar as negociações depois que uma das maiores partes anunciou que estava boicotando as negociações, que estão ocorrendo na República Dominicana.

"Nós somos obrigados a continuar lutando em todas as arenas para obter garantias eleitorais", afirmou a Mesa da Unidade Democrática, por meio de comunicado.

Ao concordar em voltar à mesa de negociações na segunda-feira (29), a aliança da oposição disse que renovaria seu esforço para garantir que a eleição seja gratuita e justa. Isso inclui permitir monitores eleitorais estrangeiros, levantar uma proibição eleitoral a vários líderes da oposição e garantir que milhões de exilados venezuelanos não sejam privados de seus direitos.

CANDIDATO

A Assembleia Constituinte, composta totalmente por aliados do regime de Nicolás Maduro, surpreendeu os venezuelanos esta semana antecipando as eleições presidenciais para 30 de de abril.

Maduro anunciou imediatamente que quer concorrer como o candidato do partido dominante, o Psuv (Partido Socialista Unido da Venezuela), pressionando para que a votação aconteça o mais cedo possível. Normalmente, as eleições são realizadas no final do ano para evitar uma longa transição quando o novo período presidencial de seis anos começa em janeiro de 2019.

Governos estrangeiros condenaram a decisão de Maduro e afirmaram que não acreditam em sucesso nas negociações que estão dentro e fora da Venezuela desde dezembro.

Fonte: FOLHA

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