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14 de janeiro de 2018 às 00:00

Mortes: Destinado a ser conselheiro do Corinthians

Velórios talvez sejam o único evento em que desafetos deliberadamente dividem o mesmo recinto. Foi assim na última terça-feira (9), quando Andrés Sanchez, Roque Citadini, Paulo Garcia, Alberto Dualib e tantos outros foram prestar condolências à família de

Velórios talvez sejam o único evento em que desafetos deliberadamente dividem o mesmo recinto. Foi assim na última terça-feira (9), quando Andrés Sanchez, Roque Citadini, Paulo Garcia, Alberto Dualib e tantos outros foram prestar condolências à família de Calil Leôncio Mathias, influente conselheiro do Corinthians.

Nada mais natural: pacificador, Calil era respeitado por todas as correntes políticas do clube e foi secretário do Conselho Deliberativo por 12 anos.

Durante a infância e adolescência, peregrinou pela região de São José do Rio Preto (SP): nasceu em Cajobi, depois migrou para Neves Paulista e então para Monte Aprazível. Assentou-se finalmente na capital quando veio estudar direito no Largo São Francisco.

Como advogado, atuou principalmente na área bancária. Durante muito tempo morou na Penha, na zona leste, e associou-se ao Corinthians logo que se mudou para São Paulo.

Dedicado à família, foi um dos fundadores da associação de pais e mestres do Colégio Companhia de Maria –o estabelecimento emitiu nota lamentando sua morte.

Era adepto do bordão árabe "maktub" (em português, "estava escrito"). Repetia a palavra sempre que algo inesperado acontecia. Mais que uma expressão, era uma filosofia de vida.

"Para ele, ninguém morria na véspera. Tudo estava traçado", diz o primo Gilberto.

Estava internado há três meses, em decorrência de um AVC. Morreu na última segunda-feira (8), data em que completou 81 anos. Deixa mulher, três filhos e sete netos.

coluna.obituario@grupofolha.com.br

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Fonte: FOLHA

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