07 de dezembro de 2017 às 14:09

Morte do astro do rock Johnny Hallyday ocupa a imprensa francesa

Todos os jornais da manhã desta quinta-feira (7) deram foto de página inteira da legenda da música pop, que morreu às duas horas da manhã de quarta-feira (6), quando já era tarde para que as homenagens fossem impressas nos jornais de ontem.

Todos os jornais da manhã desta quinta-feira (7) deram foto de página inteira da legenda da música pop, que morreu às duas horas da manhã de quarta-feira (6), quando já era tarde para que as homenagens fossem impressas nos jornais de ontem.

O jornal "Le Figaro", que dedicou um caderno especial a Hallyday, despediu-se do cantor aclamando-o como "um tesouro nacional".

O "Aujourd'hui en France" reservou 32 páginas da sua edição de hoje para Johnny Hallyday, chamando-o de "lendário" na primeira página.

Já o "Le Monde", que, sendo vespertino, conseguiu noticiar a morte do cantor ainda ontem, deu-lhe espaço na metade superior da primeira página, chamando-lhe "um ídolo francês".

A revista "Le Point", por sua vez, publicou um número especial de 100 páginas inteiramente dedicado à vida do cantor, da sua infância aos seus últimos dias, passando não somente por sua vasta obra musical, mas também sua carreira cinematográfica, na qual estrelou mais de vinte longa-metragens.

Em 57 anos de carreira, Johnny Hallyday gravou 50 álbuns de estúdio, além de 27 álbuns gravados ao vivo. Ao todo, o roqueiro francês vendeu mais de cem milhões de cópias de seus discos.

NÃO SERÁ ESQUECIDO

Sobre a morte de Hallyday, o presidente da França Emmanuel Macron publicou em seu Twitter, que "todos os franceses têm algo de Johnny Hallyday. Seu público de fãs e admiradores está em lágrimas. Os franceses não esquecerão nem seu nome, nem seu rosto, nem sua voz. Ele está agora no panteão da música, ao lado das lendas do rock e do blues que ele tanto amava".

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Johnny Hallyday foi casado cinco vezes, tendo dois filhos próprios e dois adotivos. Sua última mulher, que o acompanhou durante 22 anos, foi Laeticia Hallyday, 30 anos mais nova que ele, com quem o cantor adotou duas crianças do Vietnam.

Sofrendo de câncer desde novembro de 2016, Johnny Hallyday morreu aos 74 anos. Apesar do violento tratamento com quimioterapia, o cantor continuava a trabalhar, garantindo a seus amigos que cantaria até o dia da sua morte.

Neste sábado (9) a prefeitura de Paris planeja interditar a avenida des Champs Élysées, por onde passará o cortejo de Johnny Hallyday, seguido por centenas de milhares de fãs.

Fonte: FOLHA

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