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17 de maio de 2018 às 16:09

Metrô de São Paulo aceita reintegrar funcionários demitidos durante greve

O Metrô e o Sindicato dos Metroviários chegaram a um entendimento na Justiça do Trabalho para a reintegração de 37 funcionários demitidos na greve de 2014, às vésperas da Copa do Mundo no Brasil. O acordo foi protocolado nesta quinta-feira (17). 

O Metrô e o Sindicato dos Metroviários chegaram a um entendimento na Justiça do Trabalho para a reintegração de 37 funcionários demitidos na greve de 2014, às vésperas da Copa do Mundo no Brasil. O acordo foi protocolado nesta quinta-feira (17). 

Durante a paralisação, na gestão do ex-governador e atual candidato à presidência Geraldo Alckmin (PSDB), o Metrô demitiu 42 metroviários sob a alegação de justa causa. A greve começou no dia 5 de junho e a abertura da Copa foi no dia 12 de junho em São Paulo. 

Em primeira e segunda instâncias, a estatal paulista perdeu os recursos e teria de readmitir os funcionários. Apesar das decisões, o cumprimento não foi imediato e o Metrô recorreu.

O caso chegou ao TST (Tribunal Superior do Trabalho), onde aguardava por julgamento. Com o acordo, a 34ª Vara do Trabalho de São Paulo vai pedir o processo de volta e, em seguida, deverá homologar as reintegrações.

O Metrô vai ter de pagar R$ 14 milhões devidos aos trabalhadores desde junho de 2014. Os funcionários receberão os valores em 12 parcelas e terão estabilidade no emprego por um ano.

Na época, o governo paulista e a empresa alegaram que a greve era política. Então em campanha salarial, os metroviários usavam o mote “transporte com padrão Fifa” para reivindicar reajuste.

Procurada pela Folha, a empresa não comentou.

Segundo a advogada do sindicato, Regiane Moura, o acordo põe fim a um litígio que não tinha data para acabar.

“É um acordo que encurta a tramitação do recurso em Brasília, e a categoria queria seus ativistas de volta ao trabalho. Além disso, vinha se avolumando um passivo trabalhista muito grande. No nosso entendimento, foi uma vitória dos trabalhadores”, diz a advogada.

Demitido em 2014, o coordenador-geral do sindicato, Raimundo Cordeiro comemorou o acordo. “O Metrô atribuiu condutas que não se comprovaram, como vandalismo. Quem preserva o metrô são os metroviários. A categoria está em festa. Metroviários têm orgulho das lutas que trava”, afirma.

Cordeiro critica, porém, a demora para a reintegração. “A empresa só decidiu pelo acordo depois de perder em primeira e segundas instâncias. Isso teve um custo elevado. Nenhum empregador privado ficaria nesse impasse. Aumentou o passivo trabalhista porque o dinheiro não é deles, é do povo.”

Fonte: FOLHA

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