13 de janeiro de 2018 às 16:50

Meirelles estima que Brasil vá gerar 2,5 milhões de empregos em 2018

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou neste sábado (13) que o rebaixamento da nota do Brasil pela agência de classificação de risco S&P não vai comprometer o crescimento do país neste ano e que espera a geração de cerca de 2,5 milhões de empr

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou neste sábado (13) que o rebaixamento da nota do Brasil pela agência de classificação de risco S&P não vai comprometer o crescimento do país neste ano e que espera a geração de cerca de 2,5 milhões de empregos em 2018.

"A reação ao rating é maior que o rating em si", disse o ministro a jornalistas após participar de evento na Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro. "A pergunta é: será que isso significaria algum impacto no crescimento? E a resposta é não, o crescimento vai continuar."

A Standard & Poor's rebaixou na quinta-feira (11) a nota de crédito da dívida soberana do Brasil para BB-, ante BB, devido à demora na aprovação de medidas para reequilibrar as contas públicas e às incertezas com as eleições deste ano.

O ministro frisou que mesmo com o rebaixamento o governo espera uma retomada do mercado de trabalho em 2018, com uma geração de cerca de 2,5 milhões de postos de trabalho, enquanto o PIB deve avançar 3%.

Nos 11 primeiros meses de 2017, o saldo do emprego com carteira estava positivo em 299,6 mil vagas, segundo o Ministério do Trabalho.

Meirelles também voltou a enfatizar a necessidade de o país aprovar a reforma da Previdência, que tem previsão de ir a votação na Câmara em fevereiro.

"Ela é absolutamente fundamental para dar confiança às contas públicas no futuro e para as demais medidas que assegurem o equilíbrio fiscal", disse.

O ministro da Fazenda também reiterou que o governo conta com a devolução de R$ 130 bilhões do BNDES neste ano, algo que encontra certa resistência dentro do banco de fomento.

"O importante é que seja recebido em 2018, não importa se em uma vez ou mais de uma", finalizou.

Fonte: FOLHA

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