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12 de julho de 2018 às 13:23

Equipe de Lula diz que houve 'justiça' e critica Moro após absolvição no DF

A equipe de comunicação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou sua absolvição em processo sobre obstrução à Operação Lava Jato, julgado nesta quinta-feira (12) pela Justiça Federal do Distrito Federal. ?Justiça!? e ?só Moro condena Lula

Crédito:Bruno Santos - Arquivo/Folhapress

Bruno Santos - Arquivo/Folhapress

A equipe de comunicação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou sua absolvição em processo sobre obstrução à Operação Lava Jato, julgado nesta quinta-feira (12) pela Justiça Federal do Distrito Federal. "Justiça!" e "só Moro condena Lula sem provas", diz a mensagem publicada nas redes sociais do petista.

A absolvição de Lula acontece exatamente um ano após o ex-presidente ter sido condenado à prisão no processo do tríplex, comandado pelo juiz Sergio Moro, na 13ª Vara Federal no Paraná. Em função da sentença, o petista está preso desde 7 de abril na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

Moro foi mencionado pela equipe do ex-presidente em textos sobre a absolvição. "Com o reconhecimento pelo Ministério Público e pela Justiça de Brasília da inocência de Lula, a única condenação ao ex-presidente é a do juiz Sergio Moro no caso do tríplex".

Sobre o caso, ela diz que o processo do tríplex "não aponta nem qual teria sido o ato criminoso cometido, nem que a propriedade do apartamento seja do presidente, nem qualquer relação com a Petrobras", diz a equipe do ex-presidente, que acredita que o petista é alvo de perseguição.

A sentença da Justiça do Distrito Federal não tem efeitos sobre o processo em que Lula já foi condenado.

A sentença do juiz Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara Federal Criminal no Distrito Federal, refere-se a um esquema para a compra do silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. A absolvição ocorre exatamente um ano após a sentença do juiz Sergio Moro que condenou Lula na Lava Jato, no caso do tríplex.

A conclusão que levou o juiz Ricardo Leite a absolver os réus foi que "o áudio captado não constitui prova válida para ensejar qualquer decreto condenatório". "A instrução, a meu sentir, não possibilitou a reconstrução da realidade fática, o que impede qualquer decreto condenatório. Há inúmeras possibilidades e circunstâncias do que realmente ocorreu, incluindo a probabilidade real de que os pagamentos foram solicitados por Bernardo e Cerveró de forma premeditada", escreveu o magistrado.

De acordo com Ricardo Leite, houve "clara intenção" de preparar o flagrante para depois oferecer provas ao Ministério Público. "Mesmo assim, a prova fornecida (a gravação obtida) foi deficiente. Não esclarece vários pontos, ensejando dúvidas e omissões", completou.

Além de Lula, também eram réus e foram absolvidos o ex-senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS), Diogo Ferreira, ex-chefe de gabinete de Delcídio, o banqueiro André Esteves, Edson Siqueira de Ribeiro Filho, ex-advogado de Cerveró, além do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente, junto com seu filho, Maurício Bumlai.

Fonte: UOL

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