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13 de janeiro de 2018 às 17:19

Banco Mundial admite resultados enganosos em ranking de negócios

O Banco Mundial admitiu que seguidas mudanças metodológicas em seu estudo Doing Business, que apresenta importante índice de competitividade de países para negócios, levaram a resultados enganosos nos últimos anos.

O Banco Mundial admitiu que seguidas mudanças metodológicas em seu estudo Doing Business, que apresenta importante índice de competitividade de países para negócios, levaram a resultados enganosos nos últimos anos.

A informação foi revelada ao jornal americano "The Wall Street Journal" pelo economista-chefe do Banco Mundial, Paul Romer.

As mudanças afetaram especialmente a posição do Chile, que foi alvo de motivações políticas de membros da equipe da organização.

Romer explicou ao jornal financeiro que foram feitas seguidas alterações no relatório durante os últimos quatro anos.

A metodologia utilizada para a medição teria sido constantemente modificada, mostrando uma menor competitividade no Chile durante o governo da socialista Michelle Bachelet (2014-2018). Romer pediu desculpas e anunciou que os números dos últimos quatro anos serão corrigidos.

"Essas revisões podem ser particularmente relevantes para o Chile, cuja posição no ranking tem sido especialmente volátil nos últimos anos e foi potencialmente afetada por motivos políticos da equipe do Banco Mundial", diz Romer na reportagem do jornal americano.

Apesar de as mudanças terem afetado o país com mais intensidade, é possível que a posição de outros países também seja alterada, dissse Romer.

A notícia foi amplamente divulgada pela mídia chilena.

"Muito preocupante o ocorrido com o ranking de competitividade do Banco Mundial. Além do impacto negativo na posição do Chile, a alteração abala a credibilidade de uma instituição que deve contar com a confiança da comunidade internacional", disse a presidente Bachelet em sua conta oficial do Twitter.

De acordo com Romer, durante o governo de Bachelet, a posição do Chile no ranking de competitividade caiu do 33º lugar em 2015 para 120º um ano depois, pelas mudanças constantes na forma de medir o índice, e não pelas medidas econômicas adotadas pelo governo chileno.

Segundo o jornal americano, o ex-diretor do grupo responsável pelo relatório é o chileno Augusto López-Claros, ex-professor da Universidad de Chile, atualmente ligado à Universidade de Georgetown.

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Fonte: FOLHA

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