menu

13 de junho de 2018 às 16:27

Assédio sexual prejudica carreira de mulheres na ciência, diz estudo

Aquela piadinha sexista ?inocente? pode ter consequências muito mais graves do que alguns imaginam. Segundo um relatório das Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Medicina dos Estados Unidos, todas as formas de assédio persistem e estão desanimand

Aquela piadinha sexista “inocente” pode ter consequências muito mais graves do que alguns imaginam. Segundo um relatório das Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Medicina dos Estados Unidos, todas as formas de assédio persistem e estão desanimando mulheres que trabalham nessas áreas.

A forma mais comum de assédio é a que rebaixa as mulheres, seja em hostilidade verbal ou não-verbal, objetificação e exclusão.

Um dos dados utilizados para esta conclusão é do sistema da Universidade do Texas que aponta que 20% das estudantes de engenharia e 40% das futuras médicas sofreram assédio sexual. Número semelhante ao de outras instituições reconhecidas, como a Universidade do Estado da Pennsylvania.

Cruzando pesquisas de toda a academia, 58% passaram por esse problema e outro levantamento aponta que mulheres negras são as que mais enfrentam assédio sexual, racial ou os dois.

O estudo aponta que a maioria das mulheres assediadas não denunciam os casos por medo de retaliação ou qualquer outra reação negativa dentro do ambiente acadêmico ou profissional.

A saúde mental e o sucesso profissional e educacional das mulheres são diretamente prejudicados por este cenário de desrespeito. A maioria relata problemas em produtividade, performance, estresse e até desistência do curso/trabalho.

Segundo o estudo, nenhuma política se mostrou eficaz o bastante para que essa prática fosse reduzida e o resultado disso é uma perda crescente de talentos femininos nos campos de pesquisa em faculdades, universidades e agências federais.

Fonte: UOL

comentários

Estúdio Ao Vivo